Minha alma perdida
Encontrou a tua
Repleta de ternura
E se apaixonou.
Essa paixão intensa
Tal qual lagarta
Se metamorfoseou.
É hoje borboleta
De cores intensas
E rara beleza.
Minha alma perdida
Encontrou a tua
Voou alto rumo ao céu
E caiu, encantada com o amor!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Um minuto
Abri e fechei rapidamente meus olhos, ofuscada com tua imagem e, então, me vi num átimo de segundo perdida em você.
Minha retina captou suas formas e naquele ínfimo momento tornou-me escrava de teu viver.
Vi teus olhos me fitarem, tua boca me sorrir. Te vi tornar-se parte de mim, sem que eu pudesse impedir.
Ouvi tua voz dizendo me amar, contando segredos de tua alma somente para desabafar.
Tudo capturei na memória, guardei no coração teus gestos de amor, alimentei minha alma com os sonhos que você me despertou.
Num mísero minuto tornei-me prisioneira de você. Fiz da minha vida sua vida e, pouco a pouco, me amarrei com nós inimagináveis.
Esqueci-me de mim, pois só havia você em minha mente, nas minhas retinas, nos meus sonhos, enfim, na minha alma.
Criei um mundo para você, idealizado naquele piscar de olhos que me aprisionou. Fiz, refiz meus sonhos e moldei-os em você.
Já não era mais eu, era você em mim, impregnando todos os meus poros, rondando meus dias, levando-me inabalavelmente para o fundo.
Num piscar de olhos eu te vi sem ver. Tua imagem irreal me seduziu e eu, como louca, persegui moinhos de vento.
Por você, eu caí mil vezes. Fui ao mais profundo abismo, distanciei-me de mim mesma e sofri. Magoei meu coração, fragmentei minha alma e dolorosamente caminhei a trilha de dor que eu mesma construí.
E você? Onde estava você enquanto eu ia ao inferno e voltava?
Você estava tal qual estátua: imóvel naquele momento que eternizei.
Hoje, olhos abertos, sonhos esfacelados, coração dolorido e sangrando, vejo-te pela segunda vez.
A fealdade da tua existência somente pode ser comparada a minha. Teu sorriso não é tão belo, teus olhos não brilham tanto, tua voz já não soa tão melodiosa.
Você não é mais eu, e eu já não sou você. Morri você em mim, com um grito mudo e repleto de dor.
Arranquei você do peito, e no coração ficou um imenso buraco, um vazio de não existência, uma ausência completa, absoluta de vida.
Minha vida por muitos momentos foi você, e você não era nada além de mim, uma projeção criada por minha imaginação.
Num breve minuto de criação te dei vida e agora retiro-a de ti. Num breve minuto, fui ao céu e ao inferno alimentando tua imagem. Agora não a quero mais, pois me vi num retrato feio, sem sonhos, sem vida, refletida em teus olhos sem amor.
Minha retina captou suas formas e naquele ínfimo momento tornou-me escrava de teu viver.
Vi teus olhos me fitarem, tua boca me sorrir. Te vi tornar-se parte de mim, sem que eu pudesse impedir.
Ouvi tua voz dizendo me amar, contando segredos de tua alma somente para desabafar.
Tudo capturei na memória, guardei no coração teus gestos de amor, alimentei minha alma com os sonhos que você me despertou.
Num mísero minuto tornei-me prisioneira de você. Fiz da minha vida sua vida e, pouco a pouco, me amarrei com nós inimagináveis.
Esqueci-me de mim, pois só havia você em minha mente, nas minhas retinas, nos meus sonhos, enfim, na minha alma.
Criei um mundo para você, idealizado naquele piscar de olhos que me aprisionou. Fiz, refiz meus sonhos e moldei-os em você.
Já não era mais eu, era você em mim, impregnando todos os meus poros, rondando meus dias, levando-me inabalavelmente para o fundo.
Num piscar de olhos eu te vi sem ver. Tua imagem irreal me seduziu e eu, como louca, persegui moinhos de vento.
Por você, eu caí mil vezes. Fui ao mais profundo abismo, distanciei-me de mim mesma e sofri. Magoei meu coração, fragmentei minha alma e dolorosamente caminhei a trilha de dor que eu mesma construí.
E você? Onde estava você enquanto eu ia ao inferno e voltava?
Você estava tal qual estátua: imóvel naquele momento que eternizei.
Hoje, olhos abertos, sonhos esfacelados, coração dolorido e sangrando, vejo-te pela segunda vez.
A fealdade da tua existência somente pode ser comparada a minha. Teu sorriso não é tão belo, teus olhos não brilham tanto, tua voz já não soa tão melodiosa.
Você não é mais eu, e eu já não sou você. Morri você em mim, com um grito mudo e repleto de dor.
Arranquei você do peito, e no coração ficou um imenso buraco, um vazio de não existência, uma ausência completa, absoluta de vida.
Minha vida por muitos momentos foi você, e você não era nada além de mim, uma projeção criada por minha imaginação.
Num breve minuto de criação te dei vida e agora retiro-a de ti. Num breve minuto, fui ao céu e ao inferno alimentando tua imagem. Agora não a quero mais, pois me vi num retrato feio, sem sonhos, sem vida, refletida em teus olhos sem amor.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Terremoto
Senti o chão tremer,
Coração pulou no peito
Achei que ia morrer.
Não acreditei no que vi,
Teus olhos azuis nos meus
Puxaram-me para ti.
O chão desapareceu,
Estava perto do céu.
Teus braços ampararam
Meu corpo junto ao seu.
Cai no abismo de teu querer,
Abalada com a doçura
Das ondas de grande ternura
Que me levaram até você!
Coração pulou no peito
Achei que ia morrer.
Não acreditei no que vi,
Teus olhos azuis nos meus
Puxaram-me para ti.
O chão desapareceu,
Estava perto do céu.
Teus braços ampararam
Meu corpo junto ao seu.
Cai no abismo de teu querer,
Abalada com a doçura
Das ondas de grande ternura
Que me levaram até você!
terça-feira, 24 de junho de 2008
Saudade
Às vezes somos assolados
por uma saudade imensa,
que nos deixa intrigados.
Procuramos sua causa,
buscamos nomes, rostos, fatos, atos
e... nada!
Ela se instala
sem dizer o porquê,
nos lambe qual onda,
vai e vem quando quer.
Num desses vai e vem,
vem e vai...
parece-nos vislumbrar um rosto, uma voz.
Tentamos segurar
o momento fugaz
e como areia por entre os dedos
a sensação de desfaz.
por uma saudade imensa,
que nos deixa intrigados.
Procuramos sua causa,
buscamos nomes, rostos, fatos, atos
e... nada!
Ela se instala
sem dizer o porquê,
nos lambe qual onda,
vai e vem quando quer.
Num desses vai e vem,
vem e vai...
parece-nos vislumbrar um rosto, uma voz.
Tentamos segurar
o momento fugaz
e como areia por entre os dedos
a sensação de desfaz.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
"Que seja eterno enquanto dure..."
O amor dura um só instante
Instante esse que num piscar de olhos
Fragmenta-se numa infinidade de tempo.
Podemos encontrar a eternidade num momento fugaz.
O encontro de tua boca na minha...
Será eterno, serei eterna
Se teus olhos pousarem nos meus
E brilharem intensamente
No sorriso teu.
Enquanto durar
O gosto da primeira vez,
Primeiro beijo,
Primeiro acelerar de coração,
Encontro de corpos cheios de tesão
Será eterno!
Depois, solidão!!!
Instante esse que num piscar de olhos
Fragmenta-se numa infinidade de tempo.
Podemos encontrar a eternidade num momento fugaz.
O encontro de tua boca na minha...
Será eterno, serei eterna
Se teus olhos pousarem nos meus
E brilharem intensamente
No sorriso teu.
Enquanto durar
O gosto da primeira vez,
Primeiro beijo,
Primeiro acelerar de coração,
Encontro de corpos cheios de tesão
Será eterno!
Depois, solidão!!!
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