sábado, 5 de junho de 2010

NÃO SE TRATA DE MERAS PALAVRAS

Não se trata de meras palavras,
Mas de uma força
Que envolve completamente
Retirando o ar,
Fazendo o peito arder
Procurando respirar.


Mas como respirar
Se todo o ar que preciso
Vem dos teus lábios?


Se toda força vital
Encontra-se em tuas mãos
E nos olhos cor de céu,
Que me tiram do chão?


Não se trata de meras palavras,
Mas da consciência plena
Que só posso viver
Estando ao teu lado,
Estando em você!

As dimensões do amor

São três:


Te amo com a profundidade do mar;

Revivo teus beijos quando estou longe de ti;

Inspiro teu perfume no vento e lanço de volta meu amor.

PARADOXO

Já fui mais eu
Quando não era você.
Já sorri melhor
Quando não tinha
A sombra de teus lábios
Perseguindo meus sonhos.

Já fui mais vazia
Quando não tinha você
Em meu coração.

Já fui mais e menos eu
Quando você não era nada.
Hoje você é tudo
E se faz nada
Para confundir minha vida!

Falar de Amor não é fácil

Falar de amor não é fácil
Para aquela que é o próprio amor.
Para aquela que preenche meus vazios
E ilumina meus dias,
Tornando-me melhor do que sou.

Falar de amor não é fácil
Quando o mundo parece mudar
E sentimo-nos iguais.

Mas se torna fácil
Quando vejo o futuro
E sequer imagino
Minha vida sem você,
Pois todos os meus pensamentos
Todos os meus dias,
Toda a minha alegria é você.

Era uma vez Amor!

Era uma vez uma princesa, seu nome era Amor. Ela cresceu ouvindo histórias contadas pela mãe sobre como iria conhecer seu príncipe encantado e por ele perdidamente se apaixonaria.


Amor não entendia porque a mãe falava assim, era muito nova para compreender. Mas adorava o som melodioso daquela voz e crescia feliz, achando que tudo seria maravilhoso como a mãe dizia.

Com o passar dos anos, Amor se tornou uma linda princesa. Lábios rosados, cabelos negros como a noite, olhos verdes como a relva ao amanhecer. Tudo nela era doçura, tudo era ternura e encanto. Sua voz doce encantava a todos, sua gentileza derretia o mais empedernido coração, lágrimas vinham aos olhos do mais duro guardião ao ver Amor passar. Seu frescor juvenil atraia olhares diversos, homens suspiravam, crianças corriam em busca de um carinho, mulheres admiravam a princesinha e a ela queriam copiar.

Amor encantava a todos, mas não se dava conta de seus encantos. Olhava o mundo ao seu redor com grande alegria, pois sabia que a felicidade a rodeava, tinha um grande coração e adorava correr livre pelos campos cobertos de flores.

Sua mãe continuava a contar-lhe histórias de grandes amores e ela sonhava com o dia em que seu coração se preencheria com esse sentimento.

Um baile foi marcado para apresentar Amor à corte. “É preciso encontrar seu príncipe encantado”, dizia o rei. “Não podemos esperar, Amor está cada vez mais bela, preciso preservá-la, achando um marido que a defenda”. E assim foi feito, o baile aconteceu, repleto de eleitos. Amor dançou e dançou, nos braços de todos passou, mas seu coração sequer palpitou.

“A culpa é sua”, disse o rei à rainha, “encheu-lhe a cabecinha com histórias e fantasias, agora minha filha só quer sonhos, mulher fizeste mal, como posso proteger Amor, se todos a cobiçam e ela a ninguém quer?”

“Marido não se apresse, Amor é especial. Logo ela estará com o coração repleto por alguém e você não terá com que se preocupar.”

“Espero que estejas certa, pois sinto minhas forças no fim, Amor precisa de proteção, pois é linda demais para esse mundo.”

Amor, alheia tudo não sabia o que fazer seu coração não batia por ninguém. Não entendia porque se tantos príncipes conheceu. Mal sabia ela que o destino lhe reservava um amor sem igual, algo que o reino cantaria em prosa e verso por séculos sem fim...

Numa última tentativa o rei convidou vários príncipes para seu castelo conhecer, ficando um período no reino, tentando Amor conhecer. A princesa não muito empolgada resolveu obedecer, queria muito encontrar alguém a quem pudesse verdadeiramente amar. Concordou com o pai que iria buscar em todos que conhecesse motivos para casar.

Chegou o dia enfim, caravanas chegavam de longe, comitivas coloridas alegravam todo o palácio e o jardim. Amor adora o colorido, mas seu coração estava confrangido, não queria aceitar casar para o rei agradar.

A noite um enorme banquete, um baile de máscara para descontrair. A mãe levou-lhe belo vestido, mas amor não queria se mostrar ainda. Vestida como pajem, lá se foi Amor ao banquete, misturada a multidão, comeu e bebeu sem ser reconhecida. Ouvia o burburinho de todos ao seu redor, querendo saber onde estava a princesa tão esperada para o pretendente conhecer.

Amor se divertia, anônima, não se deixava conhecer. Foi quando viu alguém que fez seu corpo todo tremer...

Os olhos não acreditam em tamanha beleza, formas perfeitas moldavam aquele ser. A princesa então, sentiu-se desfalecer. Não podia acreditar em seus olhos, só podia ser engano. Sentia o amor chegar, sussurrando em seus ouvidos: “vá até lá Amor, aquele é seu destino!”

Amor, trôpega, levantou-se, indo em direção aos olhos que a prendiam, sem lhe deixar opção. Um trêmulo sorriso iluminou-lhe os olhos e o coração disparou quando o veludo daquela voz seus sentidos tomou:

“Olá, bela criatura. Essas vestes de pajem não lhe cobrem a formosura. Percebo que és a mulher a quem todos procuram!”

“Como sabes que sou eu?”

“Um anjo me sussurrou, que Amor eu havia encontrado.”

Ambas sorriram e com os olhos iluminados, deram-se as mãos, seu destino estava selado.

A princesa que a queriam dar um príncipe encantado, encontrou a princesa que os deuses lhe haviam mandado.

Todo o palácio espantado sentiu-se embriagado. Amor e sua princesa uniram-se sob o luar encantado. Era tão forte o sentimento, tão puro e abençoado, que não houve uma só voz que lançasse um mau agouro. Era belo e intenso que o reino reconheceu Amor e sua princesa como um casal vindo de Deus!

terça-feira, 9 de março de 2010

Tu e eu

Tu e eu
Pronomes pessoais
Indivisíveis, indissolúveis,
Unidos pelo verbo amar.


Tu e eu
Singulares, ímpares
Únicos na forma de amar.


Tu e eu
Diferentes, mas iguais
Quando se conjugam
Com o verbo amar


Tu és eu
Eu sou tu,
Juntos nós amamos!

domingo, 17 de agosto de 2008

Pulsar

Meu coração bate
Numa freqüência diferente,
E nesse bater
Reproduz seu nome
Para jamais esquecer.

É todo som e sentido,
Ecoando em meus ouvidos
Em doces melodias
Que me levam até você.

Meu coração bate
Cada dia diferente
Mais forte, mais quente
Somente por você!

Você

Tua boca me conta histórias
De delícias sem igual.
Tua voz provoca desejos
Que não ouso confessar.
teu cheiro embriaga
Meus sentidos e me persegue
Todos os instantes do dia,
Como a me lembrar
Da magia que emana de teu ser.
Magia que me envolve
E me faz loucamente
Te querer,mais e mais
Para mim, em mim...

Desejo

Quem pode definir o desejo, esse ladrão de vontades?
Quem pode definir essa louca obsessão por tua boca?
Como não delirar quando o que quero é teu beijo, o encontro de nossas bocas para aplacar minha sede?
Tua boca que me promete delícias, intensas carícias que quero provar. Tua língua me leva a loucura quando sutilmente desliza por teus lábios, num convite ao beijar.
Quam pode definir o desejo, sensação capaz de desnortear, que vem como ondas de calor envolvendo, tomando escandalosamente, completamente meu corpo, sem me deixar escapar?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Sabores e Belezas

O gosto da fruta madura
Só se sabe ao tê-la
Entre os lábios
E sentir seu sumo
Preencher toda a boca.

A beleza da rosa
Só se vislumbra no batão.
É no desabrochar,
Na plenitude da vida
Que explode tal qual vulcão.